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Xiomara Portillo, investigação avança com perícia em mais de 20 celulares e intimação de testemunhas

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Após a identificação dos restos mortais de Xiomara Portillo, a adolescente de 16 anos que foi encontrada morta em Formosa no dia 26 de novembro, a justiça provincial avança com a investigação do caso.

Fontes judiciais confirmaram ao meio de comunicação local La Mañana que esta terça-feira foram ordenadas as investigações de todo o material informático apreendido, que inclui mais de 20 telemóveis, e novas testemunhas foram convocadas para prestar depoimentos. Além disso, foram solicitados registros dos aparelhos apreendidos às companhias telefônicas.

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Até o momento, há dois presos pelo crime. Trata-se de um adolescente de 16 anos e um homem adulto, embora ainda não tenham sido formalmente indiciados. Enquanto isso, a mãe de um dos suspeitos prestou depoimento.

Além disso, o advogado da família, Mario Daniel Ojer, garantiu que foi solicitada uma busca na casa do adolescente com quem Xiomara teve o último contato conhecido.

Xiomara Portillo foi vista viva pela última vez em 20 de novembro e seu corpo foi encontrado seis dias depois.

Desde o início da investigação, que começou com a abertura do caso de homicídio no dia em que o corpo do adolescente foi encontrado, foram realizadas onze batidas e duas buscas em veículos nos quais o corpo poderia ter sido transportado. Entre os elementos analisados ​​estão câmeras de segurança, localizações telefônicas, ligações e mensagens.

Enquanto a investigação avança, o caso ficou nas mãos do Juizado Correcional nº 4, chefiado pelo juiz Marcelo Picabea, após a juíza de menores Silvana Jarsinsky se declarar incompetente. Paralelamente, a família da vítima convocou uma mobilização para esta quarta-feira na sede do Poder Judiciário da capital Formosa.

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Segundo a mãe da adolescente na denúncia apresentada à Sexta Delegacia de Polícia do município de Formosa, sua filha havia saído de casa no dia 20 de novembro, na madrugada, para encontrar o ex-namorado. O último contato com um familiar ocorreu às 5h30 da manhã, quando a jovem entrou em contato com o primo. Desde então, não houve mais notícias sobre seu paradeiro.

A menor teria chegado à casa do jovem em um carro de transporte por meio de aplicativo e, segundo depoimento do ex-namorado, teria saído de casa às 16h30 em uma motocicleta que a buscou. Posteriormente, seu primo tentou contatá-la para saber por que ela não havia voltado para casa, mas a mensagem nunca chegou. Horas depois, a família decidiu registrar queixa.

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Uma semana depois, um vizinho do bairro Procrear alertou a Polícia ao perceber odores nauseantes vindos do lote 106. Naquele local, os agentes encontraram uma sacola semienterrada, semelhante às utilizadas para transporte de materiais de construção, que continha em seu interior um pacote. A Polícia encontrou o corpo de uma mulher que a princípio não pôde ser identificada: estava amarrada com arames, coberta de terra e com o rosto completamente desfigurado.

Com a descoberta, foi aberto um caso de homicídio e iniciados diversos procedimentos para reconstituir as horas anteriores ao crime, incluindo a análise de câmeras de segurança do local.

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A identificação do corpo demorou vários dias devido ao estado em que foi encontrado, tendo sido esta segunda-feira confirmado que se tratava de Xiomara. Em conferência de imprensa, o Comissário Chefe Jorge David, o Comissário Chefe Héctor Cándida, o Inspector Manuel Oviedo e o Comissário da Divisão de Crimes Complexos, Nicolino Arias, detalharam que conseguiram reconhecer a vítima graças a um trabalho especializado na impressão digital de um dos seus polegares. Relataram também que foram colhidas amostras em áreas onde poderia ser encontrado material genético de outra pessoa, como debaixo das unhas, dada a possibilidade de a jovem ter tentado se defender.

Embora a hipótese principal do incidente ainda não esteja firmada, com base na identificação do corpo, avalia-se a possibilidade de ter sido um feminicídio devido aos resultados dos exames iniciais. Ao mesmo tempo, os investigadores aguardam o resultado da autópsia para saber mais detalhes sobre o caso.

TV/LT



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