13 de julho de 2012

13 de Julho: Dia Mundial do Rock


Elvis Presley fez história no mundo do rock / Divulgação/FacebookDiferentemente de tudo o que já havia surgido na música, o rock mesclava ritmo acelerado e dançante, com o som negro do sul dos EUA. O gênero foi ouvido, pela primeira vez, numa rádio no estado de Ohio (EUA), em 1951. Logo, espalhou-se pelo  mundo.

Bill Haley, considerado o ‘pai do rock’, em 1953 gravou “Crazy Man, Crazy”, primeiro disco a aparecer nas paradas com a descrição rock and roll. E, no ano seguinte, lança o primeiro grande hit, “Shake, Rattle and Roll”, criado a partir de escalas de jazz. 

Mas foi Elvis “The Pelvis” Presley quem ‘causou’. Branco que cantava como negro, como era definido na época, sacudindo os quadris - para horror da conservadora sociedade dos anos 50 -, fez a histórica gravação em Memphis da canção “That’s All Right”. Daí, revolucionou o mundo. E abriu caminho para roqueiros negros como Little Richard e Chuck Berry.

Nas décadas seguintes, vieram as bandas  fenômenos: The Beatles, Rolling Stones, The Doors, The Who, Led Zeppelin, Pink Floyd, Ramones, Guns N’ Roses...

A banda Rolling Stones celebra 50 anos de carreira. Foto: Leon Neal / AFP

Novas gerações

Comemorado mundialmente desde 1985, o movimento musical que surgiu na década de 50, evoluindo do blues, country e rhythm and blues, entre outras influências, mostra que ainda tem fôlego para inspirar - e influenciar - muitas gerações. 

Vide o sucesso atemporal de ícones que já foram - Elvis Presley - o primeiro a revolucionar com seu estilo e jeito de cantar -, The Beatles, The Doors, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Sid Vicious, Freddie Mercury, Joey Ramone, Kurt Cobain, Raul Seixas, Renato Russo, Cazuza. E ‘dinossauros’ ainda sobreviventes - Rolling  Stones, Iron Maiden, Kiss, Aerosmith, Metallica, Ozzy Osbourne, Eric Clapton, Iggy Pop, The Beach Boys e Rita Lee, só para citar alguns. 

Por aqui, passados os anos 90 e o presságio de que o estilo tinha acabado, bandas da década anterior, expoentes do gênero apelidado por Nelson Motta de BRock, mostram que ainda estão em forma. Prova disso são os shows do Capital Inicial, Plebe Rude, Barão Vermelho, sempre lotados. Mas, nesses idos de 1980 - a época de ouro do gênero no país -, predominavam letras sobre amores perdidos, temáticas sociais, roupas coloridas e muito gel no cabelo. 

Representante desse estilo mais meloso é o ex-Kid Abelha e os Abóboras Selvagens - hoje só Kid Abelha. Muita coisa mudou de lá para cá. Mas, para algumas das bandas que completam 30 anos de carreira, vistas como rebeldes numa época com resquícios da ditadura militar, o momento é de nostalgia. Titãs, por exemplo, faz turnê nacional revivendo o álbum “Cabeça Dinossauro” e o Paralamas do Sucesso lançou a prévia do novo CD e DVD, “Multishow Ao Vivo”, com sucessos da carreira, em show em Vigário Geral.

Pelos palcos que as bandas BRock já passaram este ano, como o Circo Voador e Praça do Afroreggae - fãs de todas as idades os acompanharam com devoção e muitas histórias. 

“Nos conhecemos no primeiro Rock in Rio, em 1985, no show do Kid Abelha e os Abóboras Selvagens. Desde então, é a banda que embala nossos momentos”, lembra Leila Pontes, 50 anos, acompanhada do marido, Carlos Martins, 60. “É o som da nossa geração”, ele ratifica, sobre a banda liderada por Paula Toller, hoje com um som mais pop. 

Frutos de relações que surgiram no balanço do BRock 80's também aderem - ou influenciam - o gosto dos pais. Kaique Galiza, 19, é exemplo. Ele ouvia Soraia Galiza e José Auhusto Holanda cantarem Titãs. Hoje, é o jovem quem os leva aos shows. Já Marcela Dantas, 17, se tornou tão fã do Kid Abelha que fez a mãe, Mônica Dantas, voltar a ouvir as velhas canções da banda pop/rock. 

“Eu sempre gostei. Mas minha filha despertou novamente esse lado fã”, assume Mônica. No show do Titãs, um grupo de amigos roqueiros nostálgicos comemorou o aniversário de um deles revivendo o concerto que viram há 30 anos. “É um álbum especial: foi um marco no rock e na nossa geração”, constata Sidnei Paciomik.

Com os Paralamas, numa apresentação em Vigário Geral, o público da comunidade comemorou ao ver os ídolos: “É um sonho ver Herbert Vianna e companhia de perto”, vibrou a moradora - e roqueira nas veias - Rosângela Barros.


Band | Edição Maturéia1