18 de abril de 2012

Curiosidade: O Porquê do Termo "Paraíba Masculina, Mulher Macho sim Senhor!", Confira!

Em 1930, foram candidatos Getulio Vargas a presidente e João Pessoa a vice. O voto era aberto. De um lado o livro de Julio Prestes e do outro estava o de Getúlio. E se houvesse alguém capaz de trocar os livros de votação, esse seria punido pelo Coronel de plantão que alí estava para manter o chamado “voto de cabresto”.

Quando as eleições foram apuradas, Júlio Prestes foi eleito, e diante do fato, João Pessoa disse a Getúlio que se não lutassem pelo voto secreto, jamais o Partido Liberal se tornaria governante. Teriam que partir pra luta de qualquer jeito. 

Getúlio perguntou: “Como? Sem armas?” E João Pessoa o convenceu de que usariam nem que fosse bodoques, pedras, estilingues, paus, etc., mas que não deixassem de lutar. Então o verso: “seu bodoque não quebrou” queria mencionar a determinação de João Pessoa em brigar de qualquer forma. “Hoje eu mando um abraço pra ti, pequenina. Paraíba masculina, mulher macho sim senhor”. E, “Mulher macho” se refere ao Estado, pequenino, feminino, pois “A” Paraíba é um dos Estados do Brasil no feminino.

Assim, por ter sido João Pessoa, um paraibano, quem fomentou essa revolução de 1930, Humberto Teixeira fez a música “Paraíba” e Luiz Gonzaga gravou. Na década de 50 dizem que essa música foi encomendada pela campanha de Argemiro de Figueiredo e Pereira Lira. 

De qualquer modo o que importa é que acima de tudo foi uma homenagem a um Estado pequeno que impulsionou a nação inteira por mais justiça a favor do povo trabalhador. 

No entanto, por um equívoco de interpretação, provavelmente do Gonzagão ou de seus produtores, foi acrescentada a frase num tom brincalhão: “Vai pra lá, peste!”, e isso causou uma reação, um impacto na mensagem passada, induzindo a um tema sobre a sexualidade das mulheres paraibanas, disvirtuando por completo o contexto histórico e político que Humberto Teixeira queria mostrar.

ForroEuzebio | Edição Maturéia1