3 de janeiro de 2012

Polícia ocupa Cracolândia e Realiza Prisões e Apreensões

Polícia Militar ocupou nesta terça-feira (3) uma área da cidade que era dominada por traficantes e usuários de drogas.


PM entra em casa invadida por usuários de droga (Foto: Marcelo Mora/G1)Em São Paulo, a Polícia Militar ocupou nesta terça-feira (3) uma área da cidade que era dominada por traficantes e usuários de drogas. As ruas estavam vazias quando as viaturas chegaram, às sete da manhã. Em alguns minutos, centenas de pessoas começaram a perambular pela área conhecida como cracolândia, no centro de São Paulo. "Os caras começaram a sair de todos os buracos, saía gente de tudo. Eles começaram a correr, parecia rato assim fugindo”, conta o estudante Daniel Goldfeld.

Cada pessoa mostrava o estado de degradação provocado pelo crack. Os policiais revistaram os imóveis transformados em tocas para vender e consumir drogas. Em seguida, tratores removeram o entulho e um batalhão de garis varreu e lavou as ruas até agora dominadas pelo tráfico.

"Demorou, demorou. E o pessoal reclamava e não adiantava nada,” diz o vendedor Wladimiro Tiburcio. Um homem só foi dominado por quatro PMs. Com dificuldade. Depois que saíram dos imóveis abandonados, homens e mulheres simplesmente não sabiam para onde ir. Acabaram se reunindo na praça que fica ao lado da cracolândia. 

A movimentação faz parte da estratégia da polícia. Fora dos esconderijos, no meio da rua, fica mais fácil identificar quem usa droga e quem é traficante. "São entradas de fiscalização, de abordagem de polícia, no sentido de identificar realmente as pessoas ligadas ao tráfico de entorpecentes, as pessoas ligadas ao crime. Quanto aos usuários será um segundo atendimento de assistência social e de saúde”, explica o coronel Wagner Rodrigues.

Tropa de choque da PM enfileirada em frente ao prédio da Estação Pinacoteca, ao lado da Estação Julio Prestes, no Centro de São Paulo (Foto: Marcelo Mora/G1)
A venda e o consumo de drogas continuaram. Um homem acende um cachimbo de crack e passa o isqueiro para uma criança. Tudo isso diante dos policiais. No meio da tarde, a polícia dispersou o grupo. Houve correria. "Assustei, eu não quero que eles voltem pra cá”, afirma uma mulher.

Cerca de 100 policiais militares vão continuar patrulhando a cracolândia 24 horas por dia. Seis pessoas foram presas. Por enquanto, ninguém foi encaminhado para tratamento. Quem saiu dali, anda pelas ruas de São Paulo, sem destino.

G1.COM | Edição Maturéia1